Junta de Freguesia de Golães Junta de Freguesia de Golães

História

Situada a 4 quilómetros da sede do concelho, estendendo-se encosta fora na margem esquerda do rio Vizela, Golães apresenta-se como uma das freguesias mais extensas, mais povoadas do concelho de Fafe. A atividade dos seus habitantes reparte-se pelos três sectores da economia e, embora a agricultura tivesse ocupado noutros tempos o papel principal, o passar dos anos trouxe o desenvolvimento industrial e comercial. A proximidade com a cidade e as excelentes vias de comunicação contribuíram fortemente para esse crescimento e, hoje, a indústria ocupa um lugar de destaque, onde a Zona Industrial de Golães/Arões se destaca.

O orago da freguesia é São Lourenço, celebrado anualmente com festividades, no primeiro Domingo de agosto. Esta freguesia comemora ainda Nossa Senhora de Fátima, também em agosto e Santa Rita, em maio, com animadas celebrações.

O povoamento do território de Golães deverá ser bastante remoto, apesar de no levantamento arqueológico de 1983, efetuado por H. Regalo, não constarem no local vestígios de remotas ocupações, limitando-se o referido autor a registar duas pontes e alegadas vias medievais: a Ponte de Bouça ou de S. Gidos e a de Barroco.

O topónimo “Golães” é um derivado do latim “(campus) Goulanus”, ou seja “o campo de Goula”, fazendo referência a um possível povoador ou senhor destas terras.

A primeira referência documental a esta freguesia, data de 1014 e trata da doação efectuada por Ramiro II ao Mosteiro de Guimarães, onde se inclui o “Mandamento de Arones cum Varzanella et Golanes et Quintianes”, não sendo possível através deste documento, comprovar se já existiria a paróquia. Esta surge nas Inquirições de 1220, com um orago diferente do atual: “ecclesie Sancte Ovaye de Golaes”. A alteração do orago ter-se-á dado entre 1320 e 1528, surgindo nesta data, como “São Lourenço de Gulães

No campo eclesiástico, a paróquia pertenceu inicialmente a D. Sancha Paes, por doação de D. Afonso Henriques, em 1175; posteriormente, esteve na posse do Mosteiro de Santo Tirso, alegadamente a partir de 1253.

Administrativamente, a freguesia de Golães esteve integrada no extenso concelho de Guimarães até às reformas do século XIX, transitando em 1853, para o recém criado concelho de Fafe.

O artesanato foi durante muitos anos uma das atividades de destaque, o que revelava o interesse da população pelos seus costumes, sendo a pirotecnia e a manufatura de chapéus de palha, os ofícios mais enraizados na sua cultura. Esta atividades ainda nos dias de hoje se perpetuam com a existência de um Museu da Palha e uma empresa de pirotecnia conceituada no mercado.

Como coletividades mais ativas e atuantes a comunidade conta com o Centro Infantil de Golães o Centro Social e Paroquial, o Grupo Desportivo Cultural e Recreativo de Golães, Grupo Recreativo e Cultural Arco Íris, o Agrupamento de Escuteiros e a Banda de Golães.

No que se refere a património cultural e edificado, destacam-se na freguesia: as Pontes medievais de S. Gidos e de Barrôco, a Fonte de Degojo, a Igreja Paroquial, a Capela de Nossa Sra de Fátima em Varziela, a Capela de Santa Rita e a Capela de Santo André.

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